Veggie Veggie

Ora, sushi e hambúrgueres costumam ser a minha primeira escolha quando toca a comer fora de casa… “para comer coisas que posso fazer em casa, prefiro fazer em casa!” – é a frase redundante que mais sai da minha boca no que toca a escolher o restaurante. E há uns bons meses que decidi que em casa não entra carne nem peixe. Esse luxo fica para as escapadelas! Isto porque percebi que enquanto houver sushi no mundo, não consigo ser 100% vegetariana. Em casa invento muitos pratos, sempre vegetarianos. Desde hambúrgueres de grão, feijão… muitos legumes, muito de tudo. Mas as poucas vezes que me aventurei em seitan e tofu, não correu muito bem. Só a soja. Isso realmente fica para os pros. 

Tive a sorte de ser convidada por uma grande amiga a experimentar um restaurante mmmmaaaaravilhoso que abriu perto da Avenida de Berna que já muita fama tem pelos seus pratos vegetarianos deliciosos – Oásis 2 – sim, porque o 1 é ali perto mas fomos a este novo. 

Tínhamos vários pratos do dia à escolha: rolo libanês, feijoada, canelones, qualquer coisa de seitan e outra de tofu (não me lembro!). Podia pedir um prato normal, mas o facto de poder pedir um mix com duas opções pareceu me muito mais apetitosa. Pedi os canelones e a feijoada (belo mix!). O prato era divinal só de olhar: muita salada, um bolinho de arroz (estava óptimo) e os dois pratos escolhidos. 

Realmente… quem sabe, sabe!


Espero voltar muitas vezes para experimentar mais pratos. Foi impossível experimentar sobremesas tal era a monstruosidade de comida naquele prato. Espetacular. Bebi também um sumo de mistura de todos os frutos que estava muito bom (para quem gosta de beterraba, porque era intenso o sabor da mesma). 

Atendimento muito atencioso!

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Confianças

Hoje refleti um pouco sobre uma questão que com certeza acontece com todos nós, quase todos os dias, um pouco a toda a hora… infelizmente. O chamado “tás a abusar”, “tás ta esticar”,  o atrevimento… as confianças!

Hoje de manhã, um pouco abalada pelas festividades da noite anterior… eu só queria uma p%£$ de um croissant é um suminho multibvitaminico… SÓ!!! A senhora do balcão foi bastante prestável a atender-nos, rápida e quando eu estava a remexer a carteira à procura de moedas ela sai-se com um “Oh querida cuidado com o tabuleiro que tenho medo que caia…”. Tentei pensar, o cérebro não permitia dois comandos ao mesmo tempo, larguei a carteira e agarrei no tabuleiro – que estava bastante seguro – só para lhe fazer a vontade. 

“Aqui está princesa” – diz a senhora da padaria enquanto coloca o “córássan” no tabuleiro. 

Princesa?

PRINCESA??? Como assim? Ainda mandou um “linda” para a minha amiga enquanto lhe pedia para pagar. Mas como assim linda, querida e princesa????????

Não curto estas confianças. Lamento, lamento imenso mas não dá. Se o meu homem me chamasse princesa levava logo duas bujardas nas trombas, então uma mulher que nunca me viu mais magra (porque gorda, viu hoje) não tem o direito de me chamar a palavra mais horrenda deste mundo para uma mulher – PRINCESA.

A senhora do café da minha faculdade sempre me tratou com um “o que vai ser hoje minha querida?”, na Ericeira é super normal encontrar alguém e perguntar “como estás minha querida?” “vais lá hoje minha querida?”… Agora, ir ao pão de manhã, não me conhecerem de lado nenhum e tratarem me desta forma? É um bocado andar a comer elásticos de manhã ao pequeno-almoço.

 “és linda” já é uma expressão que só alguns amigos usam, principalmente quando o nível de confiança já é expert e podem usar essa expressão quando estou a congeminar algum plano super maquiavélico e dizem com um tom de ironia: “és lindaaaaa”… (acho que tenho uma amiga que vai perceber que se isto tivesse áudio, era a voz dela). Em nenhuma outra situação alguém está autorizado a chamar-me de linda sem ter uma frase LÓGICA para o fazer. 

Exemplo autorizado:

“Essa máscara de carnaval é linda.”

Exemplo de quem está a pedi-las:

“Lena, tu antes eras linda… mas agora…”

Pronto, acho que já deu para perceber. Não gosto de confias.

Novidades em Lisboa – pelo menos para mim!

Este último fim de semana foi diferente, foi novo. E quem não gosta de conhecer sítios diferentes, pessoas novas, renovar ares? Creio que nem toda a gente, mas eu gosto muito. 

A cidade não é nova, os sítios também não… mas este fim de semana, em honra de minha querida irmã, a comemoração do seu aniversário com os amigos foi no Damas. E para mim foi tudo novo. Este tapas-bar-restaurante-disco-after-copos-a-montes fica na Graça, que não seria propriamente a minha primeira escolha para sair à noite, em plena Rua da Voz do Operário. Já lá passei mil vezes e nunca o tinha visto. Provavelmente já lá tive nos Santos, mas não me lembro… o espaço é a minha irmã: é tijoleira na parede, está cheio de frases e desenhos escritos pelos trauseuntes… é pó, é falta de tinta, é barris por todo o lado, é cadeiras de madeira e mesas com 50 anos. Cheio de pessoas que não são iguais a ninguém, é sorrisos, cheio de fumo a tabaco, cheio de cervejas e vinho. É lindo.

Petiscámos umas tapas a acompanhar as cervejas: pedimos o feta frito e ovos rotos. O primeiro estava delicioso e o segundo uma desilusão. Das duas tapas achamos o mesmo: muito pouco para tanto preço. Principalmente os ovos rotos! Uma batata cozida partida as rodelas com 3 ovos fritos? A sério? Pena que já estava alcoolizada ao ponto de não tirar fotos nenhumas :/

Após o “petisco” (graças ao mister lá em cima que comi uma “sande mística” antes de sair de casa) que saiu um pouco carote para um petisco… muito devido ao preço de bar das cervejas, mas pronto… começaram os concertos. Ficámos o resto da noite entre a mesa da conversa e a sala de dança a curtir milhões os diferentes sons. Eu amei aquela noite, amei. Foi tão bom.

Conclusão: quero voltar, apesar de ter a certeza que esta noite não se consegue repetir. Foi épica.

Não volto para petiscar. Prefiro gastar 23€ num bom restaurante e ir para lá depois beber copos. 


No dia seguinte, acordámos com alguma ressaca e com uma má recordação: deixámos o carro na Graça e temos de ir lá buscá-lo. O que nos motivou não só a sair de casa como a aproveitar esse momento para combinar um café na zona. Foi aí que conhecemos um dos cafés com melhor vista da cidade: o Café da Garagem que fica no Teatro Taborda. 

Lindo lindo lindo. A vista é espetacular e anseio pelo verão só para lá voltar e poder sentar me naquela esplanada maravilhosa que se estende pela encosta do Castelo. O espaço é super engraçado, com uma decoração cuidada (também num local cheio de arte não se podia esperar outra coisa) 🙂 mais uma vez a ressaca não me lembrou de tirar fotos ao que comemos… uma tosta de tomate e mozarela com pesto muito boa. Os preços são um pouco para cima, mas compensa pelo espaço e vista. 

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O meu Nepalês

Se há um restaurante que me conquistou o coração e o estômago, é o Nepal Maya. Há alguns anos atrás, sem já sequer me lembrar muito bem como descobrimos esta pérola escondida, conheci o melhor restaurante nepalês de Lisboa! O melhor não sei, mas pelo menos o que além de ter comida fantástica tem a família mais simpática e acolhedora que nos pode receber. O atendimento é puro, é simples: estamos em casa. A comida é deliciosa e bem servida – não há travessas de arroz, há montanhas de arroz em travessas. O preço é demasiado em conta para o bem que este restaurante me faz. Tem o melhor pão naan de alho e queijo que já comi.

Não há nada de mal a dizer deste espaço. Só há que dizer que apaixonei me há muito tempo e vou continuar a ir, apesar da tua localização estranha e taciturna. 

Melhores pratos: camarões com molho de manga e camarões com massala (aiiii deus, este é demais!)

Impossível ir lá sem comer o pão naan com queijo e alho.

Vale a pena ir, mesmo!


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Bolo de aniversário do papi (Polo Norte) e da mana (by LM)

Em janeiro chegam dois aniversários na família: o pai e a mana! Desta vez, como é costume, lá fui eu à procura de um local onde comprar um bolo de aniversário à última da hora sem encomenda feita! Claro que a uma segunda-feira na Ericeira quase tudo está fechado, também o meu sítio preferido de bolos de anos estava fechado… ainda dei uma volta pela vila mas todas as outras opções pareciam me demasiado plásticas ou pouco tradicionais. Cá em casa toda a gente aprecia um bom bolo à antiga: pão de ló recheado com chantilly e frutas… poucas coisas modernas como geleias ou cremes para o bolo brilhar. Sem duvida que o mais simples acaba por ser o melhor!

Decidi arrancar para Mafra, porque se há local onde se fazem bons bolos e com certeza que estariam fresquinhos, é o Polo Norte.

Vim de lá toda satisfeita, com um bolo gigantesco (2kg para 4 pessoas é sem duvida um exagero) que é conhecido por ser o bolo de aniversário da casa: pão de ló recheado com chantilly e várias frutas, uma camada de um caramelo delicioso por cima. Espetacular! Super húmido e bem fresco! 

Aconselho vivamente!

Parabéns Papi ❤

Claro que dois dias depois vem o aniversário da minha irmã, aí a escolha foi bem mais arrojada: bora lá acordar cedo e fazer um bolo! Tinha pensado em fazer uma camada de bolo de chocolate recheado com mousse e por cima a decorar uns brigadeiros. (Nada exagero de chocolate!). Mas devia tar um pouco embriagada porque meti-me a fazer a receita de início como se tratasse de um pão de ló de chocolate. Não havia nada a fazer… tive de reinventar a coisa e o brigadeiro passou a ser recheio! 

Como se não bastasse, não gostei do bolo “Nu” 


Então toca a fazer uma ganache para tapar o bicho! 

Tcharaaaammmm!


Ficou bom para quem gosta de comer chocolate à bruta, como eu. 

Fica a receita:

Ingredientes para o bolo:

5 ovos

5 c. sopa de açúcar

100g. de farinha
3 c. sopa de cacau em pó
1 c. chá de fermento em pó
manteiga para untar
farinha para polvilhar
Ingredientes para o recheio e cobertura:
1 lata de leite condensado 

30g. de manteiga

10g. de Chocolate em pó

1. Numa tigela, bata os ovos com o açúcar, até obter uma gemada fofa.

2. Peneire a farinha, o cacau em pó e o fermento. Adicione à gemada, sem bater, mas mexendo com uma colher.
3. Coloque a massa do bolo brigadeiro numa forma previamente untada com manteiga e polvilhada com farinha. Leve ao forno a 185ºC durante 35 minutos. Deixe arrefecer.
4. Desenforme e corte o bolo ao meio no sentido longitudinal. 
Preparação do recheio/cobertura:

1. Num tacho coloque o leite condensado, a manteiga e o chocolate Nestlé em pó e leve-o a lume brando, mexendo sempre, durante cerca de 6 minutos ou até a mistura se descolar do tacho

2. Recheie uma metade do bolo com parte desse creme, coloque a outra metade do bolo por cima e espalhe o resto do creme com uma espátula ou faca

Retirado de: https://saboreiaavida.nestle.pt/cozinhar/receita/276/bolo-brigadeiro/

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Saga dos Croissants

Há algumas coisas que estão no meu top culinário: sushi, brigadeiros, peixe grelhado, hambúrgueres… e croissants! Não sou grande fã destes bichos recheados, ao contrário da maioria das minhas pessoas, mas adoro a sua combinação mista ou só com manteiga! Quem sabe simples… 

Gosto muito de saber onde andam os melhores croissants de Portugal, já que ir a França não está nos meus planos próximos. Então lá vou seguindo uns conselhos para os encontrar! 

Desta vez fomos provar os famosos croissants “perto da secundária em massamá”, lá andei perdida à procura de um cafezinho com aspecto de ter produção própria e pela descrição que me tinham dado… encontrei a Harpa! Era este mesmo! 

Entramos num pequeno cafezito de esquina com meia dúzia de mesas lá dentro, dois passos à frente tinha os croissants… ali… lindos a sorrir para mim… era aquele típico café onde íamos todos os dias de manhã antes de ir para as aulas (quando tinhamos 15 anos e podíamos enfardar dois de chocolate logo em jejum e ainda sabia a pouco!). O espaço não tem nada de especial, até um pouco frio. Não será de todo a minha escolha para um lanche demorado. 

Pedimos dois: um de chocolate e outro de ovo. Infelizmente com a idade fui ganhando aversão a croissants recheados com chocolate (pela minha felicidade!) mas o ovo soube me pela vida… (devia ter pedido simples mas o desejo tomou conta de mim). A massa é óptima, o creme de ovo podia não ser tão doce… sem dúvida que é um bom local para voltar e lanchar muitas mais vezes quando apertar o desejo! Não bate o meu croissant número um, mas fica com um segundo lugar.

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Experiências de uma foodie – À procura de um sushi substituto… – Shui Jing Gong

Bem, para quem já leu algumas das minhas publicações no Zomato já sabe do drama… há umas semanas atrás chateei me com o meu grande amor: o sushi-chinês onde ia praticamente todas as semanas encher uma caixinha de felicidade. Ele era perfeito: fresco, delicioso, peças pequenas, variedade de peixe, variedade de peças… tudo! Excepto uma coisa: a matriarca chinesa. Já era cliente frequente há uns bons 4 anos, nunca me reconheceram. Mas a gota de água foi quando a senhora decidiu num dia de afrontamentos da menopausa começar a reclamar comigo pela caixa que estava a montar (nem sequer estava cheia)… desde então que a saga de procurar um substituto para este hábito começou, porque ali não volto. E está a ser difícil.

Hoje fomos experimentar o Shui Jing Gong Long Song Bong Bong (são só as primeiras três). Vi a promoção do MyGon a 7,90€ e bora lá! Fica ali perto da estação de Entrecampos, fácil de estacionar e encontrar. Quando entrámos a casa estava cheia, o que é bom… sentaram nos numa mesa partilhada e muito amavelmente nos explicaram que era self-service. 

Olhando para o buffet, 80% chinês e 20% japonês – também não esperava outra coisa – a variedade de sushi é muito diminuta, meia dúzia de peças e todas de salmão. Quando provei o sashimi fiquei agradavelmente surpreendida, era mesmo fresco e muito bem cortado. As peças estavam “inteiras” (na última experiência noutro restaurante estavam desfeitas!), mas infelizmente cheias de arroz… o que acaba por estragar o equilibro arroz-peixe-alga e todas as peças sabiam exatamente ao mesmo. O que é uma pena. As duas ou três primeiras que comi souberam me mesmo bem, mas dai para a frente… tudo sabe ao mesmo. 

O staff é muito muito muito atencioso, super queridos! O espaço é agradável, nada de especial mas acolhedor. 

No total ficou por 10€ a cada com bebida e café. 

Lamento, mas não és o escolhido nesta competição para O substituto.


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